E de repente, a vida passou a ser sem sal. De uma hora para a outra, tudo virou solidão. Era estresse todo dia, por quaisquer motivos; era aquele acumulado de sentimentos indecifráveis perdidos dentro do peito, lutando contra a racionalidade que, naquele momento, passou a ser minoria, mas nem por isso perdeu sua intensidade. Havia um conflito interno dentro dela. Parte dela dizia que não tinha mais jeito. Ela jamais encontraria solução para os seus problemas. A outra parte implorava para que ela não desistisse de si mesma. E doía, como doía. Passava noites em claro, chorando por motivos que até ela desconhecia.
E enquanto todos encaravam isso como uma bobeira passageira, aquele cansaço ia consumindo cada vez mais a essência daquela pequena. Ela, que antes parecia tão forte, tão inatingível. Ela, que depois de um tempo, sentiu-se solitária e sem ter a quem recorrer. Mesmo sem a intenção e até mesmo sem perceber, cada ato seu era um pedido de socorro. Um pedido de atenção e compreensão. Mas ninguém via e se via, pouco entendia e acabava por ignorar.
Todo e qualquer sonho parecia tão distante. Toda esperança parecia tão pequena. Todos pareciam despreocupados e sua presença parecia não ser notada. Mas naquele momento, ela soube que podia contar com alguém. Uma amiga, uma confidente, uma irmã.
Era como se seus sentimentos se confundissem. Era um amor tão grande que chegava a ultrapassar os limites da razão. Chegava a ser incompreensível, mútuo e, por conseqüência, extremamente raro e de grande valor. Ninguém sabia se com isso, aqueles maus agouros passariam. Mas mesmo assim: as probabilidades aumentavam incalculavelmente se estivessem unidas.

Carol escreveu isso em homenagem a uma pessoa muito importante: Yuh. Acho que nada mais precisa ser dito, não é mesmo? (:            

 Muitas saudades de escrever. Mil beijos, feliz páscoa. :3

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