Feridas na Alma
Dor de dente
A dor de dente a estava matando. Era uma dor insuportável, dificultava até mesmo o pensar. Doía incessantemente, os remédios tinham efeito curto e nem disfarçavam a dor em sua totalidade. Ela se recusava a ir ao dentista por medo de sofrer mais, por medo de que ele a machucasse. Comer era difícil, dormir era difícil, falar era difícil e até engolir água era difícil. Tudo que ela queria era que a dor de dente sumisse.
Mentira. A dor de dente existia, mas era só um pretexto para poder chorar sem que descobrissem o verdadeiro motivo. Na verdade, o que a matava por dentro era a dor da alma; era a tristeza que a corroía. A esperança que ela tinha, era de que a dor de amor passasse com o remédio para a dor de dente. Mas não passava, nada era capaz de amenizar o incômodo.
Mas realmente, tudo estava difícil. Era difícil até de respirar sem ter vontade de chorar. E quando chorava, era um choro sufocado, desesperado, agoniado. Ela disfarçava quando se aproximavam, culpava o dente dolorido. Entretanto, mentir tão descaradamente também não ajudava a dor a passar, pois em sua mente tinha a consciência de que tanto sofrer jamais seria causado por um dente. E antes fosse o dente. Antes tivesse solução. Apenas... Antes.
- Mãe...
- Sim?
- Conta uma história?
- Qual você quer ouvir?
- Uma diferente... Estou enjoada das histórinhas do livro.
- Tudo bem, vamos ver uma que você ainda não conheça.
Sentou-se na beira da cama e pensou por alguns instantes, até começar a relatar seu conto improvisado.
“Diz a lenda que havia uma garota que sonhava encontrar sua alma gêmea. Ela não era a mais bonita, nem a mais meiga e tampouco a mais inteligente. Era tão comum, mas tão comum, que chegava a ser estranha. Tinha seus momentos de bipolaridade, ora estava triste, ora estava alegre. O que ninguém sabia, era que até então, ela chorava quase todas as noites por culpa das fortes dores que sentia no peito. [...]”
- Ela era doente, mamãe?
- Calma, pequena. Continue ouvindo, apenas ouça.
“[...] Sentia-se vazia. Sozinha. Não conseguia mais ter esperanças em nenhum sentimento que ameaçasse virar amor. E mesmo assim, mesmo sendo insegura, corria atrás, porque sonhava que um dia tudo mudaria e teria a sorte de encontrar o amor da sua vida. Chorava por medo de nunca realizar esse sonho. Cada tentativa de amar deixou nela uma marca extremamente dolorosa. E assim seguiu, colecionando feridas internas e estampando um sorriso no rosto, para que ninguém se preocupasse.
Em um belo dia, um rapaz começou a cortejá-la. Ela não levava muito a sério, chegava até a ignorar os dizeres do moço. Porém, eram tantas as demonstrações, que sem que ela pudesse perceber, seu coração foi aos poucos se entregando àquele sentimento. Ele enxergava nela todas as qualidades que alguém pode ter. Ela passou a confiar, a querer bem, proteger, acreditar e, enfim, amar. Ele era tudo o que ela havia sonhado, era perfeito, só tinha um único problema: moravam longe. Mas superavam a saudade, pois amavam-se incondicionalmente.
Em um outro dia, não tão belo quanto o outro, depois de poucos meses de namoro, foram forçados a se separar. Sofreram, choraram, mas de nada adiantou, o pesadelo parecia não ter fim. Tiveram muito medo, mas juraram nunca esquecer um do outro. Ele prometeu a ela que tudo daria certo, que seriam felizes juntos, por mais difícil que parecesse. Ela acreditou. Eles lutaram pelo amor e pelos planos que tinham, resistiram até o fim e suportavam aquela situação com todas as esperanças que conseguiam arranjar. “
- Não teve final feliz?
- Teve sim, meu amor. Eles batalharam tanto para continuar juntos, que conseguiram o que tanto queriam. Casaram-se e construíram uma relação de confiança, carinho e companheirismo. Ainda têm seus problemas até hoje, mas tudo se ajeita sem maiores dificuldades.
- Nossa, eles existem de verdade até hoje?
- Sim. E são muito felizes. Principalmente com o presente que eles ganharam.
- Que presente?
- Você, querida.
- Eu? Eu os conheço?
- Conhece. Você costuma chamá-los por “mamãe” e “papai”.
Ambas sorriram. Depois, se abraçaram. Era triste relembrar o passado e muito difícil resumir tudo para transformar aquilo em uma história para sua filha. Porém, era também motivo de orgulho, pois sabia que depois de tanto persistir, conseguira realizar seu sonho: Encontrou o alguém que a completava, que tornava seus dias lindos e alegres. Encontrou, mesmo que sem querer, o homem da sua vida e, por este motivo, nada nem ninguém foi capaz de separá-los efetivamente.
Oi galera... Então, eu, Carol, escrevi esse texto depois de ouvir uma música chamada "Lendas e Mistérios", por isso tive a ideia de usar o comecinho da letra numa parte do texto. Enfim, a maior motivação foi um problema pessoal que vem me tirando do sério e isso também não vem ao caso. Bom, é isso. Pelo menos imaginando que isso possa acontecer no futuro, fico um pouco mais calma. Tá bom, chega, né. Mil beijos. :3
Acho que sinto falta dos meus antigos sonhos. Acho que sinto falta daquilo que até pouco tempo atrás, parecia ser possível. Creio que falta em mim esperança para prosseguir com tantos almejos em mente e tanta impossibilidade diante dos meus olhos. Sabe aqueles filmes românticos bobos, que em geral, homem nenhum gosta? Tudo bem, também não sou a fã número um desse gênero. Mas assisto. Principalmente em meus momentos de maior fraqueza, não me pergunte porquê. Sabe quando você ama e praticamente te obrigam a desistir de tudo, a por um fim nesse sentimento? Impõem barreiras demais a algo que não obedece ordens racionais, somente àquilo que vem de dentro do coração. Mandar é muito fácil quando não é a sua pessoa que precisa abrir mão de tudo que mais ama. E então, você sente um misto de raiva, desespero, agonia e dor. Muita, mas muita dor. É contraditório porque, apesar de dar insônia, seu único remédio é dormir. Porque enquanto estiver desacordado, tudo de ruim se ameniza. Em um momento onde chorar já não resolve, dormir é o único meio de minimizar os efeitos dessa separação, se é assim que se pode chamar essa injustiça.
Preciso daqueles clichês, entende? Eu quero segurar as tuas mãos e caminhar pela beira da praia, molhando os pés na água fria dos fins de tarde, sentindo aquela brisa bagunçar meu cabelo e, por alguns momentos, impedir que eu observe seu lindo rosto. Eu quero deitar no seu colo e poder olhar seus olhos, num tom quase esverdeado, que só de relembrar, enlouquece meu peito. Preciso passar uma noite inteira olhando as estrelas ao teu lado, por mais fútil que possa parecer. Quero sentir ciúmes quando você demorar para chegar em casa ou quando levantar da mesa só para atender um telefonema. Quero receber uma ligação sua dizendo que não vive sem mim e que sente muito por “incomodar”, mas sentiu falta da minha voz. Preciso que você toque uma música qualquer no violão, enquanto eu, toda encabulada, fique sem saber o que falar por achar tudo isso incrivelmente lindo e, de certa maneira, surreal. Quero ir a um parque e escolher uma árvore qualquer, só para escrever nossos nomes nela. Sonho com o dia do nosso casamento, quando eu estiver chegando ao altar e, mesmo toda nervosa, eu puder perceber o padrinho se inclinando ao seu lado e sussurrar algo do tipo “Se deu bem, cara. Vocês serão muito felizes.” Eu quero tudo isso. Isso e muito mais. E eu terei, eu sei disso. Pode não ser exatamente assim, porque narrando, parece um conto de fadas mal armado e chato. Mas terei momentos inesquecíveis e todos serão com você.
Porque eu te amo e nada nesse mundo vai destruir os nossos planos. Leve o tempo que for, no final, continuaremos dois apaixonados. Dois bobos apaixonados, que por conta de tudo isso, darão mil vezes mais valor ao que sentem um pelo outro.
"A gente só queria amar e amar e hoje eu tenho a certeza: a nossa história não termina agora, pois essa tempestade um dia vai acabar..."
Sinto que estou no fundo do poço, se é que assim posso chamar esse inferno. Essa insegurança de não ter quem você ama, de não poder desejar livremente, de ter empecilhos em toda a sua volta. É sufocante, é aterrorizador. Só Deus sabe o quanto eu gostaria de voltar no tempo e fazer tudo diferente. Só Deus conseguiria entender o quanto eu amo esse homem.
Colocar obstáculos num amor correspondido é tão doloroso. É como se o mundo fizesse de tudo para não te ver feliz, sabe? E dói, como dói. Creio que minhas lágrimas estejam se esgotando, porém, ao escorrerem por meu rosto, elas não levam mais a dor. Elas deixam um rastro de frustração em minha pele e meus soluços mostram que parte de mim morre a cada minuto que se passa.
Podem me impedir de falar, de ver, de ouvir, mas jamais me impedirão de sentir. E enquanto existir esse amor tão grande, tão bonito e sincero aqui dentro, haverá esperança. Uma em um milhão, que seja. Todas as minhas preces estarão ligadas a essa única chance, porque quando você ama, não há uma limitação para o que você pode fazer para conseguir a pessoa de volta.
Caso algum dia aconteça alguma coisa, estejam cientes de que parte dos motivos foram citados aqui. Enquanto isso, volto às lamentações diárias e ao meu silencioso sofrimento, já que são poucos os que se interessam e querem ouvir.
Carol precisou fazer um desabafo. Uma dor compartilhada mata com a mesma velocidade de uma dor guardada a sete chaves? Descobriremos algum dia. Mil beijos.
Ontem eu estava deitada na cama, com as pernas para o alto, desfrutando do mais belo tédio. Quem abrisse a porta do quarto e me visse em tal posição, teria a visão mais sem noção possível. Deixei o som ligado, estava com o celular ao lado, aguardando qualquer sms. Tinha chocolate na escrivaninha e uma garrafinha de água no chão. Eu estava sozinha em casa e resolvi abrir a janela, pois estava muito abafado e pensava em cochilar para passar o tempo. Não consegui. Ainda ouvindo minhas músicas, olhei para o céu e um turbilhão de pensamentos invadiram minha mente.
Aquele manto azulado que eu observava mesclava-se com as poucas nuvens que haviam no momento. Nunca fui de fazer isso, mas decidi procurar formas nelas. Ao contrário das histórias que lemos, não encontrei nenhum coelho, nenhum cachorro, nenhum castelo, dragão ou ladrões de armas radioativas fazendo malabarismo com hot dogs com molho de tomate que fora anteriormente colhido por super heróis. Isso não fez o menor sentido, mas sejamos sinceros: a criatividade das pessoas que olham as nuvens e as imagens que nelas encontram também não fazem sentido. Minha interpretação foi rápida e simples, além de inquestionável: eram rastros de fumaça que se modificavam a cada segundo e pareciam correr, devido à velocidade do vento.
Ah, jura?
Sim, eu juro.
Apesar de ter chegado a uma simples conclusão, meus pensamentos acerca daquela imagem foram muito mais complexos e o pior de tudo: inevitáveis.
Pensei em como aquilo tinha um significado real, pelo menos para mim. As nuvens passaram rápido, se desfizeram, depois sumiram. Era um resumo da vida e das pessoas que por ela passam. Tive tantas pessoas importantes, que tudo fizeram por mim... Tive momentos que tinham tudo para ser inesquecíveis e o que eu fiz? Ignorei. Convivi com pessoas que foram tão especiais e nunca tive a coragem de dizer o quanto elas foram maravilhosas para mim. Tive a honra de viver com pessoas muito boas, mas nunca reconheci. Fui grossa, fui intolerante, impaciente e nunca pedi desculpas pelo meu comportamento. Elas não mereciam ser tratadas deste modo. E agora, que elas se foram, não posso mais dizer a elas o quanto elas eram importantes, o quanto elas foram essenciais e, principalmente, o quanto eu as amei. Eu só queria uma segunda chance, só precisava de um abraço, um toque qualquer. Só precisava olhar nos olhos e dizer tudo aquilo que eu, pequena idiota, nunca declarei quando tive oportunidade.
Agora não adianta mais. Lágrimas não trazem aqueles que já partiram. Só o que resta é torcer para que, aonde quer que estas pessoas estejam, haja paz e o amor que elas merecem. Eu não sou uma pessoa religiosa assim, mas pedi a Deus para que Ele protegesse todos aqueles que eu quero bem, para que os fizesse felizes, saudáveis, amados e reconhecidos.
Não importa qual a sua religião, qual é o seu santo, seu deus, sua crença. O que importa de verdade é a sua fé. E você não precisa saber todas as orações na ponta da língua, nem ir à Igreja todos os domingos, ou seguir tudo que prega sua religião: basta acreditar e sentir-se bem com isso. E se você é ateu, é igual a qualquer outro. Isso realmente não tem a menor importância.
Por que eu parei para comentar sobre religião mesmo? Não sei. Enfim, prosseguindo: O que eu quis dizer enquanto escrevia esse texto é que talvez as pessoas precisem aproveitar o tempo que lhes é ofertado. Talvez se não escondêssemos nossos sentimentos... Acho que falta franqueza e coragem para expressar tudo aquilo que temos dentro de nós.
Só para finalizar: Não deixem nada subentendido, porque as interpretações podem variar. Digam àqueles que vocês amam o quanto eles são importantes, antes que seja tarde demais. Sejam pais, avós, padrinhos, irmãos, animais de estimação, namorados... Apenas digam. Acreditem, a dor de não ter feito isso enquanto era possível é muito grande e ninguém merece.
Observação: A música sugerida não tem muita relação com o conteúdo do texto. Mas dela foi retirada a frase que inspirou tudo que foi aqui expresso e, além de tudo, é linda. Vale a pena. (:
Carol voltou em um momento um tanto quanto depressivo. Vai entender, não é mesmo? Enfim, mil beijos.
E enquanto todos encaravam isso como uma bobeira passageira, aquele cansaço ia consumindo cada vez mais a essência daquela pequena. Ela, que antes parecia tão forte, tão inatingível. Ela, que depois de um tempo, sentiu-se solitária e sem ter a quem recorrer. Mesmo sem a intenção e até mesmo sem perceber, cada ato seu era um pedido de socorro. Um pedido de atenção e compreensão. Mas ninguém via e se via, pouco entendia e acabava por ignorar.
Todo e qualquer sonho parecia tão distante. Toda esperança parecia tão pequena. Todos pareciam despreocupados e sua presença parecia não ser notada. Mas naquele momento, ela soube que podia contar com alguém. Uma amiga, uma confidente, uma irmã.
Era como se seus sentimentos se confundissem. Era um amor tão grande que chegava a ultrapassar os limites da razão. Chegava a ser incompreensível, mútuo e, por conseqüência, extremamente raro e de grande valor. Ninguém sabia se com isso, aqueles maus agouros passariam. Mas mesmo assim: as probabilidades aumentavam incalculavelmente se estivessem unidas.
Carol escreveu isso em homenagem a uma pessoa muito importante: Yuh. Acho que nada mais precisa ser dito, não é mesmo? (:
Muitas saudades de escrever. Mil beijos, feliz páscoa. :3
01 - Samantha e Oliver
- Para ouvir e acompanhar a leitura, sugiro Jet Lag - Simple Plan ft. Natasha Bedingfield.
A tarde estava calma, o apartamento completamente silencioso era tomado, em raros momentos, pelo som dos trovões. A pequena de madeixas castanhas levantou-se do sofá, dirigindo-se à varanda. Estava agasalhada com um moletom cinza, um tanto largo para o seu corpo. Observava atentamente o movimento das nuvens, que pareciam correr, acompanhando a velocidade do vento. Era um grande sinal de chuva e lá estava ela, ocupando sua cabeça com preocupações a respeito da briga que tivera durante a manhã com Oliver.
“ - Você esfriou comigo. O que houve? Diga-me, afinal, o que fiz de errado?
- Por favor, pare com isso! Eu estou agindo normalmente.
- Não, não está! Deve estar se envolvendo com alguma das suas amiguinhas. Confesse de uma vez e diminua a minha angústia!
- Mas que droga, quanta implicância! - Oliver pegou as chaves do carro e saiu, extremamente irritado com as desconfianças da namorada.”
Enquanto relembrava alguns momentos da briga, sentiu uma lágrima escorrer pela alva pele de seu rosto e depois outra e mais outra... Quando se deu conta, já estava em prantos e não conseguia se controlar. Soluçava e por mais que tentasse frear aquela dor, aquele arrependimento, não tinha condições de negar que tudo aquilo havia lhe feito mal. Sentia-se rejeitada a cada vez que seu homem não retribuía seus sorrisos, a cada vez que a respondia monossilabicamente. Era como se, com o passar dos dias, sua presença fosse perdendo a importância.
Interrompendo sua interna confusão sentimental, ouviu o som da porta se abrindo. Por mais que quisesse correr e abraçá-lo, permaneceu inerte, limpando suas lágrimas e tentando esconder os vestígios do choro.
- Samantha, eu... - Teve sua fala cortada, assim que colocou a mão no ombro da morena.
- Por onde esteve, Oliver?
- Fui até o aeroporto.
- Fazer o quê? Por algum acaso, está planejando viajar? Ah, já sei. Vai sair de férias com a Charlotte?
- . . . - Ele respirou fundo e só então tornou a falar - Você não consegue parar, não é mesmo? Que inferno, eu tento ter uma conversa civilizada e você já parte para a crise de ciúmes. Qual é o seu problema?
- Você é meu problema! Na verdade, de todos os meus problemas, você consegue ser o maior.
- Então, talvez eu devesse ir embora, não é mesmo? Assim, pelo menos, paro de importunar sua vida.
Ele estava dando as costas, com o rosto baixo, direcionando seus passos para a porta. Samantha pensou por rápidos momentos e segurou o braço direito de Oliver. Aquele alto homem, de cabelos rebeldes e negros, olhos claros, praticamente esverdeados precisava ouví-la. Naquele momento, não tinha ideia do que dizer, mas a única certeza que tinha era que não poderia deixa-lo sair por aquela porta, não mais uma vez.
- O que foi? - Ele fixou os olhos nela.
- Você é um grande problema, mas sem você... - Ela hesitou em dizer, mas não viu outra saída - Bem, sem você, o problema fica ainda maior, entende?
- Por quê?
- Porque eu te amo tanto, que quando você sai sem deixar dito aonde vai ou quando não me atende, meu coração acelera de uma tal forma que chega a doer. Eu me preocupo, eu preciso que você esteja bem para que eu esteja também. Desculpa se eu sou ciumenta e possessiva, mas é que você convive com mulheres tão lindas que eu me sinto tão ridícula perto delas. Eu tenho medo que você me troque. - As lágrimas voltaram a escorrer violentamente, deixando trilhas umedecidas naquele pequeno rosto.
- Venha cá. - Ele limpou seu rosto e envolveu-a num forte abraço - Eu te amo, minha pequena. Não se sinta ameaçada, porque elas não são como você, nunca serão. Eu adoro esse seu sorriso, seus olhares, seu jeito meigo e às vezes agressivo de ser. Não mudaria nada em você, porque eu te quis exatamente desse jeito e continuo querendo cada dia mais. Pare de se preocupar com as outras, eu não trocaria você por nenhuma delas. Peito e bunda a gente vê todo dia circulando pelas ruas; amor verdadeiro, compreendido e retribuído é diferente.
- Eu sinto muito se te deixei bravo. Eu não viveria sem você, Oliver. - Respirou fundo e retomou a fala - O que estava fazendo no aeroporto? Ainda não me disse.
- Bom, foi lá que nos conhecemos. Lembra quando viu sua mãe e seu irmão embarcando para outro estado e estava toda desconsolada? Estava sozinha aqui, tinha poucos amigos. Esbarrou em mim e eu te ofereci um café. Você não queria, mas acabou aceitando. Conversa vai, conversa vem, trocamos telefones, combinamos de sair, ficamos amigos e cá estamos. Enquanto estava lá, relembrei de tudo isso. Vi alguns aviões decolarem e imaginei que, se você estivesse dentro de algum deles, eu não teria mais motivos para viver aqui. Não sem você, não sem o amor da minha vida.
A pequena finalmente sorriu. Seus olhos brilhavam ao ouvir aquelas palavras, seus maus pensamentos haviam sumido como em uma mágica. Oliver afastou-se um pouco de sua amada, ergueu o rosto da morena delicadamente com os dedos e a beijou. Depois, olhou bem no fundo daqueles encantadores olhos e puxou-a novamente para um acolhedor abraço, o qual foi retribuído com todas as forças de Samantha.
- Eu te amo, Samantha.
- Eu te amo bem mais, Oliver.
- Sabe... Até que para uma anã, você tem força. Nunca vi ninguém abraçar um problema como você está fazendo, nunca mesmo. - Ele riu, beijando a testa dela.
- Idiota! - Ela deu alguns tapas no braço dele, sem muita força.
- Esse idiota faz você feliz?
- Com certeza. Como nenhum outro jamais conseguiria fazer.
Carol encontrou-se sem muito o que fazer de madrugada. O sono havia sumido e a inspiração voltou, após longas férias. Não sei bem o porquê de ter escrito isso, mas foi uma cena que veio à cabeça, não poderia ignorar. Pensei em alguém especial, alguém que amo muito. Samantha e Oliver formam um casal sobre o qual eu queria escrever há muito tempo, pertencem a outra história que nunca consegui começar. Quem sabe um dia, não é mesmo? Mil beijos.
Por falar nos teus olhos, o tempo que passei nos seus braços, observando seu rosto, não pude deixar de reparar naquele brilho tão indescritível quando falava que me amava e, sem maiores dificuldades, conseguia encontrar meu rosto refletido, como se fosse um espelho. Desejei que aquilo durasse para sempre e que eu fosse a única a te fazer sorrir daquela forma. Reparei em como mantinha os olhos fechados por alguns segundos e ria discretamente quando eu te elogiava ou quando dizia em um tom de voz bem baixo que você é o único que eu quero.
Você é o homem com quem eu faço todos os planos para o futuro, porque talvez não haja razão se eu não tiver você. Eu quero seus carinhos, suas mãos no meu rosto, quero seus abraços e beijos sempre. Eu quero você e nunca duvide disso, porque não há ninguém que tenha a capacidade de me fazer tão feliz como você faz, mesmo que com tantas barreiras entre nós. Eu gostaria que estivéssemos sempre juntos, que você pudesse adormecer no meu colo quando quisesse. Tenha paciência, nossa hora vai chegar. Você pode me esperar? Eu sei que existem milhares de razões para que você siga sem mim, eu sei que não sou e estou longe de ser a mais bonita, a mais inteligente, a mais perfeita para você. Mas, mesmo assim, eu estou tentando ser a sua melhor opção. Quero e vou melhorar a cada dia por você.
Fiquei pensando como seria se estivéssemos em casa, na nossa casa, com nossos filhos correndo de um lado para o outro, você rindo e eu ficando brava pela bagunça, andando atrás das crianças e recolhendo todos os brinquedos espalhados pelo chão. Acredita que pensei até nas nossas futuras brigas? Eu ficaria agitada, iria começar a chorar, exigir explicações e você não conseguiria falar, ainda mais se fosse por ciúmes da minha parte. Acabaríamos irritados um com o outro, eu não agüentaria ficar sem falar contigo e pediria desculpas, esperando receber aquele abraço acolhedor.
Ri diversas vezes tentando encontrar uma forma de te surpreender quando, daqui alguns anos, for dar a notícia de que a família irá aumentar. Mas apesar da forma como vou contar, quero que seja uma coisa boa para nós, que nos aproxime ainda mais. Quero que seja um dos grandes momentos da sua vida, como tenho certeza que será na minha. Nossos filhos vão crescer e nos trarão netos. Será que vamos continuar tão apaixonados até lá? Será que vamos envelhecer um ao lado do outro, sem esfriar o relacionamento? Espero que sim.
Eu sei que sou ciumenta, que eu fico chata, que me deprimo com uma facilidade impressionante. Quando não falo, não é porque estou escondendo algo. É porque não quero parecer fútil e te deixar preocupado à toa. Mas mesmo assim, eu tenho contado tudo o que sinto, porque não consigo ter segredos com você. Acho que você também deve se sentir assim em relação a mim.
Sabe, em todos os lugares que eu vou, independente de quem esteja me acompanhando, eu sempre incluo você nas situações. Penso no que você faria, no que diria se estivesse junto. Eu acho que você foi a forma que a vida encontrou de recompensar algumas coisas ruins que eu já vivi e, bem, você realmente foi o melhor presente que eu poderia receber. E vai continuar sendo o melhor todos os dias, porque eu preciso de você, eu quero só você.
Uma pessoa me disse para lembrar do porquê de ter me apaixonado por você. Acho que foi porque você foi o único que se importou, que cuidou de mim, mesmo quando eu não queria nada com você. Foi o primeiro que fez planos e, principalmente, me fez acreditar que eles são possíveis, que um dia nós vamos viver tudo isso. Eu me encantei com a sua persistência, com a forma como você fazia para me chamar atenção, para obter alguma correspondência da minha parte. E você conseguiu, depois de um certo esforço.
Então, meu amor, meu anjo, meu lindo... Eu só quero que você se cuide enquanto eu não posso fazer isso, eu peço que continue me amando e que seja sempre sincero comigo. Você pode encontrar mil defeitos na sua aparência, no seu jeito de ser, mas tenha total certeza de que eu te adoro exatamente assim. Imaginar que temos uma vida toda para estamos juntos é o que me dá força suficiente para agüentar toda essa saudade. Só preciso ter certeza de que não é uma ilusão e que tudo que planejamos seja concretizado um dia. Mas tem que ser com você, entende? Não vai ser especial se for com outro alguém. Porque você é o homem da minha vida, aquele que eu amo muito, mais que tudo.
Desculpa por qualquer coisa que eu tenha feito de errado. Só quero o seu bem, espero que saiba disso. Será que você pode esperar por mim?
SOSolidão
O ardor em meu peito aumentava a cada instante, sem nunca dar trégua. As lágrimas insistiam em rolar pelo meu rosto sem minha permissão, minha cabeça girava e parecia que ia explodir por conta do choro. O ar estava tão pesado e tão negativamente carregado que era quase impossível respirar. Aquilo tudo me fazia tão mal, que, de certo modo, senti-me aliviada quando não restou mais ninguém; assim ao menos eu não poderia mais ser traída.
Logo a solidão tratou de cobrir meu coração. Sentia como se caísse em um abismo inundado de escuridão sem fim. Não havia nada, nem ninguém lá. Nunca houve. Todos não passavam de mentirosos que não podiam se importar menos. De repente, todas as lembranças que tinha feito, e guardado com tanto carinho, não pareciam mais tão valiosas, eram apenas imagens que apareciam em minha mente. Sem sentimento e sem sentido.
Queria apagar tudo aquilo, cada palavra falsa, cada ação sem um pingo de importância, cada sentimento impuro, cada mentiroso... Mas principalmente eu queria me apagar. Apagar o “eu” que foi ingênuo demais, o “eu” que confiou, o “eu” que tantas vezes chorou por quem não valia a pena. Seria bom se houvesse de fugir de tudo, de sumir, de simplesmente deixar de existir... E havia, na verdade era bem simples também. E o que eu poderia perder se o fizesse afinal?Ninguém se importaria talvez ninguém nem sequer notasse que eu já não estava mais ali. Era doloroso pensa nisso, mas era a mais pura verdade. Eu fiquei realmente tentada a desistir de tudo. Parecia tão melhor do que continuar a lutar, e tão mais fácil... E talvez fosse o único modo de sair daquela profunda escuridão.
No entanto, não o fiz, tive medo demais até para tentá-lo. Medo do que aconteceria depois... Ou do que não aconteceria. E se tudo aquilo não terminasse mesmo se eu o fizesse? E se eu continuasse presa as trevas mesmo depois de desistir de tudo? Aqueles pensamentos foram assustadores demais pra mim, eu era apenas uma medrosa que fugia de tudo afinal.
Fui fraca. Não pude desistir. Não pude esquecer. Não pude deixar de sentir. E infelizmente, não pude deixar de sentir a dor daquele profundo ferimento em minha alma.
Então eu esperei. Esperei sozinha, nas sombras. Esperei, esperei, esperei e esperei. Aguardando o momento que alguém aparecesse para me tirar daquele abismo tão profundo e sombrio do qual eu não podia me libertar sozinha. Esperei por um longo tempo, até finalmente esquecer pelo que tanto esperava. Até esquecer que esperava tanto.
Não me recordo de quando o “alguém” chegou, ou se ele chegou... Talvez, ainda hoje, em algum lugar por entre as sobras eu esteja esperando que alguém atenda o meu silencioso pedido de socorro.
~*~
Nossa, faz tempo que eu não posto nada, hein? e.e
O texto de hoje ficou meio... Ahn sei la... Depressivo...?
A inspiração veio depois de termina de ler um mangá, que era muito triste... Então talvez seja por isso =/
Enfim, por enquanto é só. ^^
Bjoo, Yuh.
Intransigência Desmotivada
Já pequenos, tomamos conhecimento sobre nossos direitos perante a lei. Sabemos que desrespeitar alguém por possuir gostos e estilos diferenciados é visto como crime e até ficamos horrorizados com as barbáries anunciadas nos jornais. De nada adianta termos essas reações se nossa sociedade, mesmo conscientizada da gravidade do problema, insiste em repetir os mesmos erros. E, segundo Navi Pillay, a Alta Comissária da ONU para os direitos humanos, buscar o conhecimento e superar os preconceitos são atividades que devem ser praticadas diariamente.
Ninguém tem culpa, por exemplo, de nascer com um número irregular de cromossomos e adquirir uma deficiência mental. Muito menos de preferir jazz a rock and roll. Religião também é questão de bem-estar e nem sempre o que agrada a um é do gosto dos demais. Como já expressava Gregório de Matos, grande autor da escola literária barroca, por meio de seus sonetos, somos todos iguais, pois viemos e um dia retornaremos ao pó. Discordar não é crime, discriminar sim. Palavras levemente similares mas que na prática apresentam diferenças absurdas.
Aceitar pessoas que pensam e agem de forma intransigente é sustentar os motivos nos quais os infratores se baseiam e renunciar aos próprios direitos, conhecidos desde a juventude.
É preciso ter bom senso e respeitar a preferência alheia sem agir com repugnância, para que possamos viver e compartilhar um ambiente harmônico.
Carol postando aqui uma de suas redações, na verdade, uma prova feita no colégio. Só para mudar um pouco o assunto e também pra me orgulhar um pouquinho, né. Mesmo que não esteja lá grande coisa, mas eu gostei, então... É isso. Milbeijos s2
O que fazer?
Sabe quando o desespero bate na sua porta e tira todo seu ânimo? Sabe quando sua cabeça gira e você não sabe mais o que fazer? Pois é, agora entende como me sinto. Ou não... Não sei. Estou cansada de tudo aquilo que me ilude, que me fere, que me tira do chão e me larga em queda livre depois.
Preciso de um conforto fixo... Quero voltar a sonhar com ele, mas o outro não sai da cabeça. Quero voltar a corar quando um passar, sem sentir meu coração batendo forte pelo outro. Porque um está perto, mesmo sendo distante de mim, enquanto o outro está distante, mesmo sendo próximo demais... Ah, não consigo me entender. Está doendo, sabe? Minha cabeça tem girado e borboletas tem voado no meu estômago. Meus olhos estão brilhando mais do que o comum e meus pensamentos sempre estão em outro mundo, exatamente igual ao começo do ano... Por que comigo? Eu estou cansada de me sentir assim, presa a alguém que nem deve lembrar de mim nas horas vagas. Agora eu quero uma luz, um sinal, um sonho, uma ironia do destino, eu só quero qualquer coisa que mostre o que é o melhor a ser feito no momento...
Eu quero meu sentimento platônico de volta, porque com ele eu me conformava e era feliz. Atualmente, estou insegura de tudo, parecendo uma boba, querendo ser notada e querida. Acho que quero voltar um pouco no tempo.
Olá galera, quanto tempo não venho aqui, hein? Admito que dei uma sumida radical, mas sabem como é a vida, não é mesmo? Bem, como sempre, vim desabafar aqui, porque creio que tenho medo de fazer isso com alguém específico. Por enquanto, é isso. Beijos da Carol.
Lamentos
Por quanto tempo fiquei lamentando meus erros mais idiotas? Quanto do meu tempo foi desperdiçado enquanto eu passava e repassava cada cena milhares de vezes em minha mente procurando por cada mínimo detalhe que pudesse fazer a diferença e me martirizando por não ter feito as coisas de um jeito diferente? Quantas vezes me perguntei se algo poderia ter sido diferente?
Maldita insegurança que me impede de seguir em frente sempre que alguma coisa acontece, que me acorrenta ao passado, que me faz sentir aquela dor insuportavelmente forte em me peito cada vez que aquelas lembranças invadem minha mente, que destroi minha alma de novo e de novo cada vez que minhas feridas mais profundas começam a cicatrizar.
Principal conquista
Ao ouvir o vento soprando nas árvores, sinto um calafrio percorrer minha espinha, um medo, uma sensação ruim. Saber que você, aonde quer que esteja, acompanha-me via pensamento, é uma das poucas coisas que arrancam de mim essa agonia. Quando sinto que o ar frio invade o quarto por uma fresta, que fora deixada aberta em um de meus descuidos, encolho-me deibaixo das cobertas, aquecendo o corpo e imaginando o quão caloroso é o seu abraço. De vez em quando, choro por descobrir que a maior parte de nossas brigas são fúteis, quase sem sentido. Outras vezes rio sozinha, parecendo uma maluca, relembrando algumas conversas aleatórias. Pode parecer engraçado ou até mesmo semelhante ao fanatismo, mas acho que o maior motivo das minhas mudanças de humor é você.
Seus olhos escuros clareiam minhas visões sobre o mundo, pois quando começo a viajar demais nos pensamentos, é você quem firma meus pés no chão, sempre com aquela delicadeza, uma das suas encantadoras características. Com você, a realidade não parece possuir aquela negatividade toda. Ao pensar em você ou qualquer coisa relacionada, apenas sorrio. Sei que não preciso de motivos para querer-te em meus profundos devaneios, mas ainda assim, insisto em recriar seus doces gestos, como se apenas isto fosse o suficiente para tirar-me da monotonia. Mesmo que seu silêncio seja incômodo para mim, desafio-me a desvendar suas expressões faciais, que até agora são um mistério para mim. Aliás, eu poderia passar horas e horas apenas lembrando e relatando nossos momentos juntos, mas não há necessidade.
Sabe por quê? Porque nada disso é preciso para que eu tenha a certeza de que você é tudo que eu quero. Claro, existem mais coisas que eu desejo, não sou hipócrita de negar. Mas tendo você comigo, é mais fácil alcançar meus outros objetivos, afinal, o principal já foi conquistado. :B
Carol voltou com um textinho feliz, escrito durante as aulas de Filosofia e claro, no almoço.
Estou viva, eba. (:
Confusão Interna
Às vezes, encontro em falsos sorrisos um esconderijo para minhas tristes e descontroladas lágrimas. Damas de ferro também choram, gritam, têm pesadelos e medos perseguidores. Até mesmo elas se arrependem de coisas que fizeram, ouviram ou falaram. Até mesmo elas, nem que seja uma única vez na vida, têm vontade de sumir da face da Terra, porque de vez em quando, viver em sociedade é terrivelmente solitário.
Às vezes é preciso recuar, é preciso aceitar os fatos do modo como eles realmente são. Doces ilusões podem ser tão amargas quanto o veneno mais barato e fatal. Pequenos sonhos transformam-se em grandes pesadelos sem que tenhamos a oportunidade de perceber.
Por um instante eu sonhei, desejei, planejei e sorri. Agora, perdidamente desorientada, sinto uma dependência que até chega a ser incômoda, mas que de certo modo, faz com que eu viva cada dia. Meus sorrisos estão intimamente ligados a você e anda cada vez mais difícil esconder isso. Minha alegria repentina só ocorre quando um certo alguém invade meus pensamentos. Um certo alguém, um alguém certo, tanto faz. Nesse ponto, eu já nem sei distinguir o certo do errado. Você é uma tentação, um pecado; uma conquista, um mero desejo. Tudo e nada, exatamente no mesmo tempo. É incompreensível o bem que me faz, mesmo sem ter consciência disso. Acho que é esse mistério que me atrai, que me tenta. E eu, pobre humana, não resisto a isso. E mesmo que quisesse, talvez nem chegasse a tentar. Talvez eu precise de um psicólogo. Ou talvez eu precise apenas de você.
Autoria: Carol
Gostaria.
Eu gostaria de mudar de nome e de endereço. Ir para outra cidade, estado ou país. Gostaria de abandonar tudo e recomeçar onde ninguém me conhece, onde ninguém saberia de absolutamente nada sobre mim, de me tornar outra pessoa, em todos os sentidos. Gostaria de, pelo menos, poder refazer as coisas do jeito certo, “deletar” todas as burradas que cometi, apagar cada palavra dita, e, com isso, recriar tudo a partir do zero, de um jeito diferente, só para que as coisas pudesse voltar ao que eram.
É eu gostaria, e quem nunca quis fazer um mesmo um dia? É uma pensa que nada possa se feito em relação ao que passou. Querer fazer algo, não significa que há algo a ser feito, não é mesmo? Se fosse, nada disso estaria acontecendo agora. Ah! Se arrependimento matasse...
Eu gostaria de mudar, recomeçar, refazer, apagar, e refazer, mas o que eu mais gostaria que acontecesse, nesse momento, é que alguém estivesse aqui comigo. Para poder me ajudar e consolar como outra pessoa um dia fez, ou simplesmente, para permanecer ao meu lado.
Ficou curtinho, eu sei. Mas, de qualquer jeito, espero que goste. Beijos, Yuh.
Insegurança
Quantas coisas eu já perdi por medo de enfrentar as coisas? É incrível que por mais que eu queira alguma coisa, por mais que eu saiba que posso conseguir o que quero, mesmo que eu saiba que poderia ter tudo o que quisesse se tentasse, ainda assim continuo não fazendo nada para conseguir o que quero por medo, por insegurança, por pensar de mais...
Muitas vezes perdi a chance de ganhar coisas maravilhosas por ter hesitado. Arrependo-me de todas as vezes que não agi por medo de errar, de todas as vezes que perdi coisas por ter ficado na dúvida, e por fim decidido não arriscar. Gostaria de voltar no tempo para poder aproveitar cada oportunidade que já perdi, mas isso é impossível.
Eu poderia dizer que mudaria, e que daqui pra frente aproveitarei tudo o que a vida me proporcionar, mas já fiz essa promessa tantas e tantas vezes em vão que já perdi as contas. É difícil mudar uma coisa que faz parte de mim há tanto tempo... Quando isso começou? Por que ajo dessa forma sempre? Qual é o meu problema? Questiono-me a todo momento, mas por mais que tente, não consigo encontra a resposta para nenhuma dessas perguntas... Mas nada disso importa realmente.
Eu decidi mudar, mas diferente de todas as outras incontáveis vezes que já tinha feito isso, dessa vez, não deixaria nada me impedir de conseguir isso. Já farta de todas as coisas que estava perdendo por causa dessa sina que me atormentava a tanto tempo, não deixarei mais que um medinho me impeça de conseguir aquilo que quero.
By: Yuh
Sei lá...
A princípio, posso parecer forte. Posso parecer imune a todo e qualquer tipo de dor. Posso aparentar uma pessoa fria e insensível, mas é apenas uma máscara. E sabe por que gosto de deixar essas coisas bem claras? Para testar os que vivem ao meu redor. Gosto de saber quando estou entre amigos ou entre cascavéis. Geralmente, quando me magoam, eu fico muito triste, choro até que a última lágrima se esgote. Porém, depois, um simples pedido de desculpas não resolve. Eu sou sim rancorosa, sou o tipo de pessoa que transita de amável para detestável.
Eu me acho muito sensível. Tão sensível que eu deveria sair com uma etiqueta nas costas escrita: Cuidado, frágil.
Eu levo muito em consideração aquilo que as pessoas parecem e o que elas me dizem. E quando um aspecto contradiz o outro, cara, é horrível. Eu me sinto uma otária.
Existem músicas que eu amo e que fazem com que eu reflita sobre algumas coisas. Por exemplo: Em geral, sempre tem um cara perfeito nos sons que eu curto. E eu me apaixono por músicas assim, eu realmente adoro. Mas sabe, é como é faltasse alguma coisa para eu poder dizer: “Cara, essa é a minha música.”
Pois é, falta mesmo. Falta um amor verdadeiro, um sentimento recíproco, momentos felizes e eternizados em ambas as mentes. Falta um “eu te amo” ou “não vivo sem você” sincero. Falta uma vida menos materialista, falta quase tudo. Vivemos como se fossemos inúteis, como se servíssemos apenas para nascer, respirar, poluir o meio ambiente, magoar as pessoas, ganhar e gastar dinheiro e por fim, morrer. Não é assim, ninguém pensa em ninguém. As pessoas não se ajudam, não colaboram com nada, não se valorizam, não se gostam. Sério, às vezes me sinto tão solitária nesse planeta. É como se eu estivesse sozinha, mesmo vivendo entre bilhões de pessoas espalhadas pelo globo.
Uma vez eu me perguntei: “De todos os sorrisos que dei, quantos foram de verdade?” Sim, porque eu sorrio quando estou mal. Faço isso para mostrar que sou forte, mas na realidade estou desabando por dentro. E se as pessoas, de modo geral, fossem mais sinceras? Quantas desilusões seriam evitadas?
Sou uma pessoa muito pensativa. Penso no ônibus, na escola, nas conversas com amigos ou professores, antes de dormir... Só tenho um erro: Gosto de pensar em coisas felizes, mesmo sabendo que a probabilidade de que elas aconteçam é relativamente pequena. Positivismo? Não, inocência mesmo. Não inocência naquele sentido, mas sim como uma pessoa que vê as coisas com um olhar simples. Amplo, mas simples. Como se tudo fosse possível, apesar de tudo ou todos. Como se a vida tivesse apenas um sentido e todos respeitassem e seguissem isso. Mas não é assim e me dou conta disso toda vez que sofro com uma desilusão.
Não perguntem o que houve. Isso é só um desabafo de uma pessoa cansada, irritada, desanimada, perdida, angustiada e desesperada. Mas isso não é importante, então podem ignorar.
Saudades,
Carol.
Momentos Inesquecíveis.
Sentimentos Inesperados
O que me incomoda é que, mesmo quando você está perto, está longe. Eu sei que sua atenção não pertence só a mim, como a minha a ti pertence, mas, de vez em quando, finjo que posso desafiar as dezenas de pessoas que comigo competem. Sei que não posso, mas quando seu olhar se cruza com o meu, sinto que meu corpo paralisa e só consigo ouvir o som do meu coração, que bate aceleradamente.
Na primeira vez em que te vi, tentei fingir que não era nada demais, mas no fundo estava feliz e até sentia ciúmes daquelas com quem você conversava abertamente. Naquele dia, suas brincadeiras direcionadas a mim só serviram para reforçar minha ideia do quão gentil e extrovertido você pode ser com as pessoas. Ali eu conheci um cara especial: aparentemente parecido com muitos, porém, diferente de todos.
Você me impressionou em todos os aspectos. Mas talvez esse seja o problema de um amor platônico: por mais que você queira, sabe que as chances de que algo aconteça são incrivelmente minúsculas e com o tempo, elas só tendem a diminuir, até que finalmente desaparecem, deixando uma marca forte, que aos poucos vai se apagando, embora jamais seja esquecida por completo.
Já que na realidade é improvável, pelo menos nos sonhos eu posso tê-lo. Afinal, desde que nos conhecemos, é você quem invade meus pensamentos na maioria das vezes. Só posso dizer que, enquanto durar, enquanto eu ainda gaguejar ao falar contigo, vou ser sincera, até mesmo nas minhas fantasias.
Ter te conhecido foi uma das melhores coisas do ano, obrigada por ser tão preocupado e gentil.
Carol dedica esse texto a alguém muito importante. Mesmo conhecendo-o a pouco tempo, o carinho já é muito. O suficiente para inspirar o post de hoje. Não interessa quem é, o que está em questão é simplesmente o sentimento.
Mil beijos.








