Sei lá...



A princípio, posso parecer forte. Posso parecer imune a todo e qualquer tipo de dor. Posso aparentar uma pessoa fria e insensível, mas é apenas uma máscara. E sabe por que gosto de deixar essas coisas bem claras? Para testar os que vivem ao meu redor. Gosto de saber quando estou entre amigos ou entre cascavéis. Geralmente, quando me magoam, eu fico muito triste, choro até que a última lágrima se esgote. Porém, depois, um simples pedido de desculpas não resolve. Eu sou sim rancorosa, sou o tipo de pessoa que transita de amável para detestável.
Eu me acho muito sensível. Tão sensível que eu deveria sair com uma etiqueta nas costas escrita: Cuidado, frágil.
Eu levo muito em consideração aquilo que as pessoas parecem e o que elas me dizem. E quando um aspecto contradiz o outro, cara, é horrível. Eu me sinto uma otária.
Existem músicas que eu amo e que fazem com que eu reflita sobre algumas coisas. Por exemplo: Em geral, sempre tem um cara perfeito nos sons que eu curto. E eu me apaixono por músicas assim, eu realmente adoro. Mas sabe, é como é faltasse alguma coisa para eu poder dizer: “Cara, essa é a minha música.”
Pois é, falta mesmo. Falta um amor verdadeiro, um sentimento recíproco, momentos felizes e eternizados em ambas as mentes. Falta um “eu te amo” ou “não vivo sem você” sincero. Falta uma vida menos materialista, falta quase tudo. Vivemos como se fossemos inúteis, como se servíssemos apenas para nascer, respirar, poluir o meio ambiente, magoar as pessoas, ganhar e gastar dinheiro e por fim, morrer. Não é assim, ninguém pensa em ninguém. As pessoas não se ajudam, não colaboram com nada, não se valorizam, não se gostam. Sério, às vezes me sinto tão solitária nesse planeta. É como se eu estivesse sozinha, mesmo vivendo entre bilhões de pessoas espalhadas pelo globo.
Uma vez eu me perguntei: “De todos os sorrisos que dei, quantos foram de verdade?” Sim, porque eu sorrio quando estou mal. Faço isso para mostrar que sou forte, mas na realidade estou desabando por dentro. E se as pessoas, de modo geral, fossem mais sinceras? Quantas desilusões seriam evitadas?
Sou uma pessoa muito pensativa. Penso no ônibus, na escola, nas conversas com amigos ou professores, antes de dormir... Só tenho um erro: Gosto de pensar em coisas felizes, mesmo sabendo que a probabilidade de que elas aconteçam é relativamente pequena. Positivismo? Não, inocência mesmo. Não inocência naquele sentido, mas sim como uma pessoa que vê as coisas com um olhar simples. Amplo, mas simples. Como se tudo fosse possível, apesar de tudo ou todos. Como se a vida tivesse apenas um sentido e todos respeitassem e seguissem isso. Mas não é assim e me dou conta disso toda vez que sofro com uma desilusão.

Não perguntem o que houve. Isso é só um desabafo de uma pessoa cansada, irritada, desanimada, perdida, angustiada e desesperada. Mas isso não é importante, então podem ignorar.
                       Saudades,
                                                    Carol.

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