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Não se incomode mais; deixe rolar. O coração logo vai se acostumar. Se a dor é constante, não se preocupe: depois de um tempo, quase não se sente mais. Esqueça os sentimentos, esqueça sua raiva e seu desgosto, esqueça de discutir, esqueça seu esforço para que tudo pudesse dar certo. Esqueça de se importar, porque ninguém mais se importa. Seja frio, aprisione seu amor dentro de si, porque quase ninguém o merece.
 Carol de novo. Veio à mente num momento de intensa dor e de intenso desespero. Só isso. Mil beijos.
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Feridas na Alma

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Às vezes é só tristeza. Às vezes, de tanto doer, a alma quer sair do corpo, soltar a carcaça corroída pelos sentimentos de infelicidade e ir em busca de algo novo, algo que não doa ou que faça parar de doer. Porque na verdade, quem sofre de amor é a alma. Você pode emagrecer por perder o apetite, pode ter olheiras por deixar de dormir três noites seguidas para chorar, pode passar mal a ponto das suas mãos tremerem e sua pele gelar de um momento para o outro, mas na minha concepção, esses são os sinais de que a alma não suporta mais o sofrimento e quer fugir.
Queria que houvesse um anestésico que me fizesse capaz de esquecer o incômodo que as cicatrizes abertas no meu peito causam. Preciso sumir e ficar a sós comigo mesma, reaprender a gostar de mim desse jeito, mesmo que haja críticas, mesmo que a pessoa mais importante pra mim encontre defeitos nas minhas atitudes. E se o meu mundo, em algum momento, perder o chão, não haverá diferença nenhuma.

E aconteceu o pior. Eu, que antigamente era perfeita, deixei de ser. Deixei de ser amada, fiquei para trás. Levaram alguns dias até criar coragem de escrever sobre isso, porque sinceramente, senti uma dor tão grande dilacerando meu peito, meus sonhos, meus planos, minhas alegrias, meus sorrisos... Que lembrar doía. Chorar doía profundamente mais. Dormir era e ainda é um pesadelo, pois no silêncio e com os olhos fechados, involuntariamente minha mente traz à tona inúmeros momentos que me fizeram abrir os sorrisos mais sinceros que já dei, que me fizeram declarar os sentimentos mais puros que já senti um dia. E tudo se foi, como se fosse assim, simples. Porque ''eu não sei entender que acabou''. Talvez seja porque o ''pra sempre'', na minha cabeça, fosse de verdade, fosse eterno. Desistir não era uma opção. Não é uma opção para um amor de verdade. 
E agora, fazer o quê? Sentimentos servem para ser ilustrados em textos, não na realidade, porque doem tanto, mas tanto, que você se arrepende de não ser uma pedra de gelo. Continuar chorando por algum tempo, até o gosto amargo sair da boca. Até esquecer algumas muitas palavras e gestos de afeto. Até ser apenas uma lembrança, guardada no fundo da memória. Vai demorar, claro que vai. E enquanto isso vai doer toda vez que eu lembrar. Mas aos poucos a gente acaba acostumando e a dor passa então a ser companheira. Tenho medo de deitar para dormir e talvez por isso esteja escrevendo isto às 5h24 da manhã. 
Aprender a ser forte não é fácil. Crescer dói. Entender que acabou, caso você não saiba, dói ainda mais.

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Dor de dente

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 What Are Words - Chris Medina

     A dor de dente a estava matando. Era uma dor insuportável, dificultava até mesmo o pensar. Doía incessantemente, os remédios tinham efeito curto e nem disfarçavam a dor em sua totalidade. Ela se recusava a ir ao dentista por medo de sofrer mais, por medo de que ele a machucasse. Comer era difícil, dormir era difícil, falar era difícil e até engolir água era difícil. Tudo que ela queria era que a dor de dente sumisse.
     Mentira. A dor de dente existia, mas era só um pretexto para poder chorar sem que descobrissem o verdadeiro motivo. Na verdade, o que a matava por dentro era a dor da alma; era a tristeza que a corroía. A esperança que ela tinha, era de que a dor de amor passasse com o remédio para a dor de dente. Mas não passava, nada era capaz de amenizar o incômodo. 
     Mas realmente, tudo estava difícil. Era difícil até de respirar sem ter vontade de chorar. E quando chorava, era um choro sufocado, desesperado, agoniado. Ela disfarçava quando se aproximavam, culpava o dente dolorido. Entretanto, mentir tão descaradamente também não ajudava a dor a passar, pois em sua mente tinha a consciência de que tanto sofrer jamais seria causado por um dente. E antes fosse o dente. Antes tivesse solução. Apenas... Antes.



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Hipocrisia

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Eu nunca entendi muito bem o porquê de em alguns livros e histórias que eu via as pessoas se importarem tanto com boatos, criticas ou com o que alguma outra pessoa passava a falar sobre elas, a ponto de se desgastar com brigas e discussões inúteis. Ou o porquê de fazerem o mesmo, ou pior, quando o ocorrido não era com a própria pessoa, mas com algum amigo.

Não posso dizer que não sinto nada quando descubro que estão falando coisas ruins sobre mim pelas minhas costas, ainda mais se é alguém a quem eu realmente considero. Mas se é alguém que nunca nem ao menos conversou comigo, por que eu deveria me importar? Afinal, o que eles sabem sobre mim para falar alguma coisa? Alguma vez tentaram me entender antes de me criticar ou julgar? Eu acho que não...

Mas... Apesar de continuar a pensar assim, e de tentar a todo custo não me estressar com o que os outros pensam, quando soube o que algumas pessoas estavam falando, não pude deixar de me irritar. Aliás, acho que foram poucas as vezes que me senti tanta raiva, mágoa e desgosto ao mesmo tempo. 

Eu não me importei nem um pouquinho com o que falaram sobre mim. Se fosse só de mim que estivessem falando, eu simplesmente deixaria de lado. Mas eu não era a única que estava sendo julgada. Apenas pelo fato de estar sendo verdadeira, e honesta consigo mesma, agindo da forma que ela é apesar de ser diferente dos outros, uma amiga de quem gosto e prezo muito também era um alvo das críticas maldosas.

Não consigo descrever como me senti mal por saber disso. Por que alguém falaria aquelas coisas de alguém que nunca fez nada de mal para ninguém, e só quer ser feliz a própria maneira?

Talvez seja hipocrisia da minha parte ficar tão desconcertada quanto fiquei em relação a isso, quando eu mesma já pensei algumas coisas maldosas de outras pessoas. Quando eu já reclamei do comportamento de pessoas para os meus amigos. Assim como talvez seja hipócrita da minha parte dizer que essas pessoas estão agindo de forma antiética ao julgar minha amiga, quando o pensamento de que há alguma coisa muito errada com a personalidade delas passou diversas vezes pela minha mente.

Devo ser mesmo muito egoísta por querer que as pessoas a minha volta ajam de uma determinada maneira para comigo e com meus amigos, quando eu mesma pareço não conseguir agir desta maneira. Mas, ainda assim, não consigo deixar de me incomodar quando me lembro das coisas terríveis que escutei sobre minha amiga.
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