Sinto que estou no fundo do poço, se é que assim posso chamar esse inferno. Essa insegurança de não ter quem você ama, de não poder desejar livremente, de ter empecilhos em toda a sua volta. É sufocante, é aterrorizador. Só Deus sabe o quanto eu gostaria de voltar no tempo e fazer tudo diferente. Só Deus conseguiria entender o quanto eu amo esse homem.
Colocar obstáculos num amor correspondido é tão doloroso. É como se o mundo fizesse de tudo para não te ver feliz, sabe? E dói, como dói. Creio que minhas lágrimas estejam se esgotando, porém, ao escorrerem por meu rosto, elas não levam mais a dor. Elas deixam um rastro de frustração em minha pele e meus soluços mostram que parte de mim morre a cada minuto que se passa.
Podem me impedir de falar, de ver, de ouvir, mas jamais me impedirão de sentir. E enquanto existir esse amor tão grande, tão bonito e sincero aqui dentro, haverá esperança. Uma em um milhão, que seja. Todas as minhas preces estarão ligadas a essa única chance, porque quando você ama, não há uma limitação para o que você pode fazer para conseguir a pessoa de volta.
Caso algum dia aconteça alguma coisa, estejam cientes de que parte dos motivos foram citados aqui. Enquanto isso, volto às lamentações diárias e ao meu silencioso sofrimento, já que são poucos os que se interessam e querem ouvir.
Carol precisou fazer um desabafo. Uma dor compartilhada mata com a mesma velocidade de uma dor guardada a sete chaves? Descobriremos algum dia. Mil beijos.



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