É bom você me tratar bem, porque acho que você não estaria disposto a conhecer meu lado maligno de ser. Pois é, viu como eu não sou aquela garotinha boba que você tentou enganar? Viu como o bobo aqui é você?
Espero que sim. Você pensou que havia me magoado. Pensou que eu era tão frágil, pensou que eu me trancaria no quarto para chorar por tua causa, pensou que eu era dependente de você, que sem a tua presença eu não seria nada. Pensou também que eu te esperaria para todo o sempre, que correria atrás de você e que me jogaria aos teu pés sempre que quisesse. Infelizmente, nem para pensar você presta. Ou felizmente, quem vai saber, não é mesmo?
Meu querido, quando você saiu por aquela porta, eu chorei. Chorei por dez minutos e percebi que não valia a pena borrar minha maquiagem. Se você gostasse mesmo, estaria sempre ao meu lado, sem tentar me magoar com palavras vazias. Eu tenho mais é pena de ti, que não sabe a mulher que perdeu. Eu tenho dó de quem não sabe o que é querer e proteger. No teu caso, só soube querer o meu mal e proteger tua pose e orgulho.
Quando você foi embora, eu fiz festa. Liguei para metade do mundo, coloquei os assuntos em dia e não se preocupe: Não falei nada a seu respeito que não fosse verdade. Se bem que esse é um motivo para se preocupar, mas enfim.
Aliás, não se sinta único, porque de pessoas iguais a você, esse mundo está cheio. Aposto que nunca passou pela sua cabeça que eu seria tão forte, certo? Quem é a palhaça agora, hein?
Agora vê se me dá licença, porque se você não sabe viver, eu sei e não preciso da sua ajuda para isso, beijos.
Carol anda estranha e revoltada ultimamente, não acham?




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